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sábado, 11 de julho de 2009

Churrasco

Churrasco

Quando alguém escuta a palavra churrasco, imediatamente a associa com o povo gaúcho. No estado sulino, pode-se até discutir o ponto da carne, do corte, ou da salga, mas não há como contestar a existência de determinadas regras na hora de “churrasquear”.


Modo de Fazer:

Evite comprar carnes congeladas. Caso isso seja inevitável descongelar em temperatura ambiente por cerca de 12 horas. Nem pense em evitar comprar carne magra para satisfazer os chatos.

Não compre carnes se a gordura estiver de amarelo escuro. Isto é indicação de animal velho, ou seja, carne dura. No caso específico de costela, osso chato e grande é animal velho, enquanto ossos pequenos e arredondados são de novilho. As costelas devem ser compradas em tiras de 8 a 10 cm de largura. Dê preferência as costelas centrais do animal.

O corte da carne deve ser feito no sentido transversal ao comprimento das fibras do músculo. Aparas de carne podem ser úteis para fazer brochetes – conhecido como xixo no Rio Grande do Sul – com cebola e pimentão.

Deixe as carnes pegarem cor e calor antes de salgar: tire do fogo e espalhe – sem exagero – sal grosso ou médio por toda a carne. A carne salgada bem antes de ser colocada para assar fica dura e seca.

O lado mais magro da carne deve estar virado para o fogo. Assim, não haverá perda de gordura. As costelas devem ser assados com o osso para baixo. Um bom combustível para o fogo é o osso do animal a ser assado. O melhor fogo é aquele em que se forma uma camada de cinza por cima do braseiro, impedindo a formação de labaredas.

A labareda jamais deve tocar na carne.Não fique mexendo no fogo. Mexa sempre na carne, levantando, baixando etc. Nada de jogar água sobre a brasa. O ideal, novamente, é levantar a carne. Conforme as labaredas vão diminuindo de tamanho, o assador pode optar em aproximar a
carne da brasa.

Não vire o saco de carvão direto sobre a grelha quando houver carne assando. Assim, pó e brasa serão levantados. Pegue os pedaços de carvão e com a mão coloque devagar no braseiro. Depois de pronta, a carne deve ser batida para soltar o sal grosso nela impregnada.

Sirva aos poucos.



Doce de Gila

Doce de gila

A gila é uma espécie de abóbora que se assemelha a uma melancia. Entretanto, ao abri-la, nota-se a presença de uma polpa branca e fibrosa, com sementes grandes e escuras. No município de Bom Jesus, no Rio Grande do Sul, a gila é bastante popular. Lá, a fruta pode ser provada in natura ou na forma de doce.


Modo de Fazer:

A gila deve ser aberta jogando-a ao chão. Isso porque não deve haver contato com metais, como faca, que podem dar um gosto amargo ao doce.

Com as mãos, quebrar a gila em pedaços.Retirar os fiapos e as sementes com a mão.Lavar bem os pedaços em água fria até que a gila pare de espumar.Deixar os pedaços de molho, de um dia para outro, em água limpa.

No dia seguinte, levar a gila para cozinhar num tacho esmaltado, em fogo alto,colocando água aos poucos. Descartar a casca quando esta se separar da polpa da fruta. Retirar a polpa da panela e enxaguar com água fria. Em seguida, deixar escorrendo a polpa sobre uma peneira.

Numa panela, adicionar açúcar (a proporção entre o peso do açúcar e da gila deve ser 1 por 1) e cobrir com água. Formar uma calda em ponto de fio. Adicionar a gila. Acrescentar cravo e canela em rama a gosto. Ferver por aproximadamente 30 minutos. Esfriar e colocar o doce em uma compota de vidro.


Sagu com creme inglês

Sagu com creme inglês

Nas cantinas do Rio Grande do Sul é comum haver dentre as opções de sobremesa o sagu com creme. Idolatrado pelas crianças, a receita consiste em bolinhas de fécula de mandioca (ou tapioca) cozidas em vinho e açúcar. A sobremesa costuma ser servida junto de creme inglês, chantilly, ou suspiros.


Ingredientes:

  • 1 xícara de sagu (pequenas bolinhas feitas de tapioca encontrada em supermercados)
  • 4 xícaras de água
  • 3 xícaras de vinho tinto
  • 1 xícara de açúcar
  • 1 pau de canela
  • 4 cravos-da-índia

Modo de Fazer:


Colocar o sagu numa panela. Cobrir com a água e deixar de molho por uma hora. Juntar o cravo e a canela. Ligar o fogo. Cozinhar o sagu por aproximadamente 30 minutos até que as bolinhas fiquem transparentes. Em seguida, juntar o vinho e o açúcar. Misturar por aproximadamente oito minutos para não grudar no fundo da panela. Caso o liquido esteja muito espesso, juntar um pouco de água fervente. Desligar o fogo, transferir para uma compota. Servir depois de frio com chantilly ou creme inglês.


Creme inglês:

  • 500 ml de leite
  • 6 gemas
  • 1 xícara de chá de açúcar
  • Raspas de uma fava de baunilha (ou 1 colher de chá de essência de baunilha)

Em uma panela funda, ferver o leite com a baunilha. Em outra tigela, bater bem as gemas com o açúcar até esbranquiçar. Juntar o leite às gemas bem devagar, misturando sem parar. Voltar o leite com as gemas para o fogo bem baixo, sempre mexendo, até alcançar o ponto da calda desejado.